BALANÇO DE CARBONO, AQUECIMENTO GLOBAL E RECUPERAÇÃO ÁREAS DEGRADADAS
Joab Josemar Vitor Ribeiro do Nascimento, Ranieri Ribeiro Paula, Gerônimo Ferreira da Silva, Rodrigo Gomes Pereira, Francisco Braga Neto
Resumo
Atualmente, as mudanças climáticas globais são uma das maiores preocupações mundiais, comprovado pelo amplo reconhecimento governamental verificado nas Conferências do Rio, em 1992, e de Kyoto, em 1997, além das várias ações realizadas por parte do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática). Uma série de especialistas no ciclo global de C propuseram que o sequestro de C atmosférico como matéria orgânica do solo e como biomassa vegetal, é um meio desejável, viável e eficaz, através do qual a concentração de C na atmosfera pode ser reduzida. Uma abordagem para esse sequestro de carbono é a utilização de terras subutilizadas ou degradas, às quais apresentam alto potencial de sequestro, e a adoção de um manejo adequado nas terras sob, pois o agravamento do efeito estufa é causado principalmente pela degradação do solo, em função da depleção no conteúdo de carbono orgânico e da remoção parcial ou total da biomassa vegetal. Estima-se que as áreas degradadas e desertificadas no mundo somem mais de 4800 Mha; supondo-se uma recuperação de 50% dessas áreas, num período de 50, o total de C ressequestrado seria de 12 a 28 Pg somente no solo. Considerando-se o C estocado na fitomassa, esse valor pode atingir até 140 Pg, que corresponde a mais de 20% do máximo estimado em emissões de carbono no mesmo período. Assim, a recuperação das áreas degradadas do mundo é uma alternativa para a diminuição dos riscos do aquecimento global.
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