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          <title>Abordagens clínicas e comportamentais em odontopediatria para crianças com transtorno do espectro autista (TEA): uma revisão integrativa</title>
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          <jats:p>O manejo odontológico de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado complexo, exigindo adequada interação entre o paciente e o cirurgião-dentista, além de atenção e acompanhamento especializados. As dificuldades sociais, comportamentais e sensoriais presentes nesses pacientes podem comprometer a realização dos procedimentos odontológicos, principalmente devido à hipersensibilidade a estímulos sonoros, visuais, táteis e gustativos, além da dificuldade de comunicação e cooperação durante o atendimento. Dessa forma, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias que favoreçam um atendimento humanizado, seguro e eficaz. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar as abordagens clínicas e comportamentais empregadas na odontopediatria para o atendimento de crianças com TEA, visando compreender as estratégias que favoreçam o manejo do comportamento e a realização dos procedimentos odontológicos de forma humanizada e eficiente. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir da metodologia PRISMA, com levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO. Foram selecionados estudos publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, relacionados ao manejo odontológico de crianças com TEA, incluindo técnicas comportamentais e farmacológicas utilizadas na odontopediatria. A literatura evidencia que a ansiedade é um dos principais impasses no atendimento odontológico de pacientes com autismo, interferindo diretamente na cooperação e na execução dos procedimentos clínicos. Nesse sentido, técnicas comportamentais como dessensibilização, dizer-mostrar-fazer, reforço positivo, estímulos visuais, modelagem comportamental e adaptação do ambiente sensorial demonstraram resultados positivos na redução da ansiedade e na melhora da aceitação do tratamento odontológico. Além disso, estratégias de previsibilidade e comunicação visual favorecem maior compreensão do procedimento pela criança. As medidas não farmacológicas vêm ganhando destaque no manejo desses pacientes; entretanto, em casos de baixa cooperação ou tratamentos mais complexos, medidas farmacológicas, como sedação e anestesia geral, também têm sido utilizadas como alternativas importantes para viabilizar o atendimento odontológico. Conclui-se que existem diversas técnicas comportamentais importantes no manejo clínico de pacientes com Transtorno do Espectro Autista, contribuindo para um atendimento odontológico mais humanizado, seguro e eficaz. Além disso, destaca-se que as estratégias de manejo devem ser planejadas individualmente, respeitando as características, limitações e necessidades específicas de cada paciente, visando proporcionar melhor experiência clínica e promoção da saúde bucal.</jats:p>
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