AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DE MINERAÇÃO DE AREIA EM IMPERATRIZ – MA

Resumo

A mineração de areia tornou-se um dos grandes contribuintes para o desenvolvimento socioeconômico de muitos municípios brasileiros, gerando serviço direto e indireto. Porém, simultaneamente, tem sido responsável por impactos ambientais negativos, como poluição da água e dos solos, diminuição da biodiversidade e alterações na profundidade dos rios. Este trabalho, realizado entre outubro de 2013 e agosto de 2014, através da conjugação de coleta de dados por inquérito, observação não participante, diálogo com empreendedores, funcionários e moradores dos bairros circunvizinhos das jazidas e pesquisa documental, objetivou a caracterização e avaliação da atividade de mineração de areia, por draga, no rio Tocantins, no limítrofe do município de Imperatriz (Estado do Maranhão). Na área em estudo, operam 30 dragas, as quais, extraem no mínimo 19.584 m3 de areia semanalmente,o que equivale a 1.018.368 m3anuais. Esta atividade é responsável por diversos impactos ambientais negativos: alteração da paisagem natural, depreciação da qualidade e modificações na estrutura do solo, erosão dos solos, redução do habitat silvestre, contaminação e turgidez no curso d’água, risco de acidentes para banhistas, depreciação do patrimônio público e poluição atmosférica. Para além destes impactos ambientais, os moradores dos bairros localizados no entorno do local de extração e na rota do transporte do agregado queixam-se também de derrame de areia e buracos nas ruas e de poeira resultantes da circulação dos caminhões carregados. Apesar dos impactos ambientais e queixas de moradores referidos, para os empreendedores a atividade mineraria não é uma atividade impactante, pois a mineração ocorre longe do centro urbano e, portanto, não apresenta riscos de poluição ambiental, referindo-se apenas à poluição do ar e das águas e às vibrações e ruídos. Durante o período da pesquisa, não se observaram políticas ou projetos que viabilizassem a mineração de forma sustentável no município, nem tão pouco a revitalização das áreas degradadas.

 

Palavras-chave: Rio Tocantins, areia, impacto ambiental

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Biografia do Autor

Valdina Santos Aguiar, Universidade Aberta-Portugal
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Maranhão, mestrado em Cidadania Ambiental e Participação pela Universidade Aberta, Lisboa-PT, atuação profissional atual, coordenadora do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas - SPE mantido pela Secretaria Municipal de Educação do Município de Imperatriz.
Pedro José Silva Pereira, Universidade Aberta-Portugal
Pedro Pereira: Universidade Aberta, Departamento de Ciências e Tecnologia, Rua da Escola Politécnica, 147, 1269-001, Lisboa, Portugal: Instituto Dom Luiz, Universidade de Lisboa; E-mail: Pedro.pereira@uab.pt.
Publicado
2016-01-01
Seção
Artigos