Quintais Melitófilos como Refúgios Ecológicos para a Conservação de Melipona subnitida Ducke (Apidae: Meliponini) na Caatinga

Autores

  • Aline Carla de Medeiros Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Ana Paula Pereira Medeiros Brito
  • Carlos Ticiano Coutinho Ramos INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Everaldo Gomes da Silva INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Rossino Ramos de Almeida Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Luane Portela Carmo INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Carlos Alberto Lins Cassimiro INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Patricio Borges Maracajá INSA - Instituto Nacional do Semiarido

DOI:

https://doi.org/10.18378/rbga.v2i2.12171

Resumo

A abelha Jandaíra (Melipona subnitida) é um meliponíneo endêmico crucial para os serviços de polinização na Caatinga brasileira. Contudo, a severa estacionalidade climática e a fragmentação antropogênica dos habitats ameaçam sua sobrevivência ao reduzir os recursos de nidificação e forrageio. Este estudo analisa o papel dos quintais melitófilos como refúgios ecológicos antrópicos estratégicos para a conservação biológica de M. subnitida.  Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados Scopus, SciELO, Periódicos CAPES e Google Acadêmico utilizando equações booleanas específicas. Após um processo de triagem sistemática baseado em critérios rigorosos de inclusão e exclusão, um corpus final de 26 documentos científicos de alto impacto foi selecionado e analisado. A literatura demonstra que os quintais manejados atuam como amortecedores ambientais contra a severa seca de entressafra. Ao introduzir uma flora irrigada, assíncrona ou perene, esses agroecossistemas quebram o gargalo nutricional, garantindo o fluxo contínuo de pólen e néctar. Estruturalmente, a cobertura vegetal multiestrato proporciona sombreamento que amortece as temperaturas ambientes em até 6°C, mitigando o estresse térmico letal das colônias. Geograficamente, esses espaços operam como trampolins ecológicos vitais (stepping stones), diminuindo a resistência da matriz, estendendo os raios de voo seguro e facilitando o fluxo gênico para neutralizar a depressão por endogamia causada pela fragmentação da paisagem. Os quintais melitófilos funcionam como uma infraestrutura verde descentralizada indispensável para a conservação in situ e ex situ de M. subnitida. Políticas públicas intersetoriais que apoiem a capacitação técnica e a distribuição de flora nativa são urgentemente necessárias para expandir essa prática de meliponicultura conservacionista por toda a região do Semiárido.

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Publicado

2026-05-24

Como Citar

MEDEIROS, Aline Carla de; BRITO, Ana Paula Pereira Medeiros; RAMOS, Carlos Ticiano Coutinho; SILVA, Everaldo Gomes da; ALMEIDA, Rossino Ramos de; CARMO, Luane Portela; CASSIMIRO, Carlos Alberto Lins; MARACAJÁ, Patricio Borges. Quintais Melitófilos como Refúgios Ecológicos para a Conservação de Melipona subnitida Ducke (Apidae: Meliponini) na Caatinga. Revista Brasileira de Gestão Ambiental, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 53–65, 2026. DOI: 10.18378/rbga.v2i2.12171. Disponível em: https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/RBGA/article/view/12171. Acesso em: 23 jun. 2026.

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