Efeito citotóxico do extrato aquoso de sementes de abóbora (Cucurbita spp.) submetidas ou não ao tratamento térmico

Conteúdo do artigo principal

Francisco Maick dos Marques
Antônio Mateus Gomes Pereira
Messias Vital de Oliveira
João Batista Cajazeiras
Maria Gleiciane de Queiroz Martins

Resumo

A abóbora (Cucurbita spp.) é um dos legumes mais cultivados na Região Nordeste, sendo as sementes uma das partes mais consumidas. No entanto, elas podem apresentar fatores antinutricionais e/ou tóxicos dependendo do tratamento térmico empregado. OBJETIVO: Avaliar o efeito citotóxico do extrato aquoso de sementes de abóbora (Cucurbita spp.) submetidas ou não ao tratamento térmico. METODOLOGIA: Primeiramente, as sementes de abóbora foram secas, trituradas e peneiradas para obtenção de uma fina farinha. Em seguida, separou-se duas alíquotas de 0,6 g da farinha, uma delas foi submetida a 121°C em autoclave por 15 min e a outra não foi aquecida. Posteriormente, as farinhas foram submetidas a extração aquosa na proporção de 1:10 (m:v) por 16 h. Em seguida, foi quantificada as proteínas totais solúveis dos extratos pelo método do Bradford (1976) e avaliado o efeito citotóxico sob náuplios de Artemia sp de acordo com Meyer (1982), com modificações. RESULTADOS: Os resultados apontaram um potencial tóxico tanto para o extrato aquoso das sementes que sofreram tratamento térmico quanto para o que não sofreu, apresentando uma LC50 de 350 μg.mL-1 e 133 μg.mL-1, respectivamente. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que o tratamento térmico possibilita uma menor toxicidade para o extrato aquoso das sementes de abóbora. Ademais, é necessário mais estudos in vivo para se determinar a quantidade e a temperatura de aquecimento segura das sementes para o consumo humano.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
Marques, F. M. dos, Antônio Mateus Gomes Pereira, Messias Vital de Oliveira, João Batista Cajazeiras, & Maria Gleiciane de Queiroz Martins. (2021). Efeito citotóxico do extrato aquoso de sementes de abóbora (Cucurbita spp.) submetidas ou não ao tratamento térmico. Revista Brasileira De Agrotecnologia, 11(2), 879–883. https://doi.org/10.18378/REBAGRO.V12I2.8975
Seção
I Congresso Brasileiro Online em Ciência dos Alimentos