Potencial fitofarmacêutico e ecossustentável da Aloe vera na cicatrização

Autores

  • João Macário Neto Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Alexandre Magno e Silva Costa
  • Giovanni de Oliveira e Abrantes Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Macário de Araújo Cavalcante Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Patrícia Barbosa Pereira Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB
  • Soraya Maria Bernardo Nunes Sousa Universidade Federal de Campina Grande PPGGSA - CCTA - UFCG - Pombal - PB

DOI:

https://doi.org/10.18378/rbga.v2i2.12256

Resumo

O uso de plantas medicinais integra o etnoconhecimento transgeracional e serve como base para o desenvolvimento de produtos fitofarmacêuticos sob a égide da sustentabilidade. Dentre as espécies de maior destaque, a Aloe vera (babosa) exibe relevância socioeconômica, farmacológica e ecológica no tratamento de feridas e na indústria de insumos biológicos. Analisar o potencial fitofarmacêutico e eco-sustentável da planta Aloe vera na cicatrização de feridas, investigando seus mecanismos fitoquímicos, eficácia biológica na regeneração cutânea e aplicações sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da conservação ambiental. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, com buscas realizadas nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, abrangendo o recorte temporal de 2016 a 2026. A matriz fitoquímica da Aloe vera, rica em polissacarídeos (acemanano e glucomanano), atua sinergicamente nas três fases da cicatrização (inflamatória, proliferativa e de remodelação). No agronegócio e na indústria farmacêutica, apresenta alto valor econômico para regiões semiáridas devido à sua baixa pegada hídrica e resiliência climática, atuando contra a degradação do solo. O uso de seu gel atende aos princípios da Química Verde, substituindo polímeros sintéticos por insumos biodegradáveis, embora demande rigor tecnológico para estabilização e remoção da aloína. A integração entre saberes tradicionais e biotecnologia valida a eficácia da Aloe vera como um ativo ecologicamente viável e clinicamente eficaz, recomendando-se novos ensaios clínicos para a padronização de formulações fitofarmacêuticas sustentáveis.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

MACÁRIO NETO, João; COSTA, Alexandre Magno e Silva; ABRANTES, Giovanni de Oliveira e; CAVALCANTE, Macário de Araújo; PEREIRA, Patrícia Barbosa; SOUSA, Soraya Maria Bernardo Nunes. Potencial fitofarmacêutico e ecossustentável da Aloe vera na cicatrização. Revista Brasileira de Gestão Ambiental, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 66–78, 2026. DOI: 10.18378/rbga.v2i2.12256. Disponível em: https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/RBGA/article/view/12256. Acesso em: 15 jun. 2026.