AMÊNDOA DA CASTANHA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa): COMÉRCIO INTERNACIONAL
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Resumo
Nesse estudo apresenta-se a participação do Brasil no mercado mundial de amêndoa de castanha-do-brasil, utilizando-se os dados do banco de dados da FAO, no período de 1998 a 2022. Foram calculadas as taxas de crescimento generalizadas no período citado tanto para o valor quanto para a quantidade do produto exportado pelo Brasil. A participação brasileira no mercado mundial de amêndoa de castanha-do-brasil foi tímida, tendo exportado 6% da quantidade total e arrecadado 7% do valor total movimentado com a exportação. Bolívia e Peru foram os principais competidores do Brasil, pois, no período, exportaram mais e com taxas de crescimento positivas. A Bolívia exportou 57% do valor total mundial e o Peru 12%. Embora não sejam produtores, Holanda com 7% e Alemanha, também com 7% exportaram mais, em valor, do que o Brasil. A exportação de amêndoa da castanha-do-brasil entrou em declínio, em parte, por causa de contaminação por aflatoxina. Para aumentar a produção, a produtividade e a qualidade da castanha-do-brasil brasileira, sugere-se intensificação de estudos de melhoramento genético das castanheiras, ampliação das fazendas de produção da castanha e adoção de boas práticas de fabricação em todas as etapas do processo produtivo.
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