A Estética na Legenda dos Três Companheiros

  • Mateus Souza UCDB
  • Denise Nachif

Resumo

Este artigo verifica o texto medieval “Legenda dos Três Companheiros”, numa perspectiva estética. Essa abordagem se dá pela dimensão plural e complexa da obra, sendo ela uma fonte inesgotável de análise. O foco recai sobre a História e a Estética de Francisco de Assis, ícone representante dos séculos XII-XIII na proposta da reforma religiosa e social, na tradução da estética do despojamento e fraternidade. As contribuições de Bezerra (2011), Felder (1953), Fresneda (2005), Gomes (2008), Le Goff (2012), Merino (2005), Teixeira (2008), Uribe (1997), Vázquez (1999) entre outros autores compõem o referencial teórico do presente trabalho. Cumpre ressaltar que documentos como Fontes Franciscanas e Clarianas (2008) e artigos científicos foram utilizados como arcabouços para a discussão da Estética e da Escola do pensamento franciscano. No tocante à vida de Francisco, o recorte selecionado encontra-se pautado no registro dos seus principais momentos, a saber: o leproso, a Cruz de São Damião, a pobreza e os estigmas. Como considerações finais, constata-se no itinerário da vida de Francisco uma verdadeira mudança de valores estéticos permeados pela vivência, propiciando um novo significado às suas relações com Deus, homem e natureza.

Publicado
2021-09-18
Como Citar
Souza, M., & Nachif, D. (2021). A Estética na Legenda dos Três Companheiros. Revista Brasileira De Filosofia E História, 10(1), 67-83. Recuperado de https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/RBFH/article/view/9144
Seção
Artigos