Saúde Materna e Qualidade de Vida no Brasil e na Argentina: Garantias Fundamentais, Proteção Judicial e Eficácia das Políticas Públicas
DOI:
https://doi.org/10.18378/rebes.v15i4.11859Resumo
Através de políticas públicas e legislações as mulheres ganharam mais espaço e liberdade dentro do contexto de saúde e dos direitos legais. Esse avanço provocou ampliação de direitos sociais, gerando um contexto favorável à instituição de medidas promotoras da igualdade de gênero, como as voltadas à distribuição mais equitativa do cuidado. Seus direitos, no entanto, nem sempre são respeitados e existe limitações. Com isso, objetiva-se investigar sobre a relação existente, acerca da proteção à maternidade nas políticas públicas e legislação no âmbito da Argentina e do Brasil. Para isso, será realizado um levantamento bibliográfico de artigos e doutrinas sobre a temática abordada, através da análise qualitativa, do tipo documental e carácter descritivo, serão expostos tabelas sobre a evolução do emprego feminino a partir de dados do Ministério do Trabalho, no Brasil, e Ministério da Justiça e Direitos Humanos, na Argentina, assim como quadros comparativos da licença-maternidade com base em publicações do Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que terão como finalidade auxiliar nas discussões sobre a evolução da igualdade de gênero e participação da mulher no mercado de trabalho.
Downloads
Referências
ABRAMO, L.; TODARO, R. Custos do trabalho de homens e mulheres na América Latina. In: COSTA, Albertina et al. (orgs.). Mercado de trabalho e gênero: comparações internacionais. Rio de Janeiro: FGV, p. 141-158, 2008.
ARGENTINA. Ministerio de Justicia y Derechos Humanos. Servicio Domestico. Ley 26.844. Régimen Especial de Contrato de Trabajo para el Personal de Casas Particulares. Sancionada: Marzo 13 de 2013. Promulgada: Abril 03 de 2013. El Senado y Cámara de Diputados de la Nación Argentina reunidos en Congreso, etc. Sancionan con fuerza de Ley: regimen especial de contrato de trabajo para el personal de casas particulares. Disponível em: http://servicios.infoleg.gob.ar/infolegInternet/anexos/210000-214999/210489/norma.htm. Acesso em: 16 ago. 2022.
BLOFIELD, M.; MARTÍNEZ FRANZONI, J. Trabajo, familia y cambios en la política pública en América Latina: equidad, maternalismo y corresponsabilidad. Revista CEPAL, n. 114, p. 107-125, 2014.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 16 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Programa de Assistência Integral a Saúde da Mulher (PAISM). 1984.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Programa Humanização do Pré-natal e nascimento. 2002.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). 2000.
BRUSCHINI, M. C. A. Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cadernos de pesquisa, v. 37, p. 537-572, 2007.
GORBAN, D.; TIZZIANI, A. Comparative perspectives on domestic work in Latin America. Journal of Latin American studies, v. 9, p. 4–18, 2018.
GREGORI, J. Feminismos e resistência: trajetória histórica da luta política para conquista de direitos. Caderno Espaço Feminino, v. 30, n. 2, 2017.
NASCIMENTO, G. A. F.; BÔAS, R. V. V. Proteção da mulher: direito individual e social à igualdade de condições no mercado de trabalho e ao direito à maternidade. Conpedi Law Review, v. 1, n. 6, p. 156-172, 2016.
PASCHOAL, A. et al. Direitos no período gravídico-puerperal: conhecimento das gestantes. Âmbito Jurídico, v. 16, n. 113, 2013.
PEREYRA, F. Trabajadoras domésticas y protección social en Argentina: avances y desafíos pendientes. Serie Documentos de Trabajo, n. 15, 2017.
RODRÍGUEZ ENRÍQUEZ, C.; PAUTASSI, L. La organización social del cuidado de niños y niñas. Elementos para la construcción de una agenda de cuidados en Argentina. Buenos Aires: ADC-CIEPP-ELA, 2014.
SILVA, L. C. F. P. et al. Direitos da gestante e do bebê: uma revisão bibliográfica. Âmbito Jurídico, v. 16, n. 113, 2013.
World Bank Group. Women, business and the law 2019: A decade of reform. World Bank. 2019.
MARCONDES, M. M. Transversalidade de gênero em políticas de cuidado: uma análise comparada das políticas de cuidado infantil no Brasil, Argentina e Uruguai durante o giro à esquerda. 2019. Tese (Doutorado em Administração Pública e Governo) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, São Paulo, 2019
VIEIRA, R. S. C. Direito e gênero na saúde e segurança das mulheres no trabalho. Belo Horizonte: Letramento: Casa do Direito, 2019.
STAKE, R. E. Case studies. In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S. (ed.). Strategies of qualitative inquiry. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, p. 445-454, 1998.
GERRING, J. Case selection for case-study analysis: qualitative and quantitative techniques. In: BOX-STEFFENSMEIER, Janet M.; BRADY, Henry E.; COLLIER, David (ed.). The Oxford handbook of political methodology. Oxford, UK: Oxford University Press, p. 645-684, 2008.
CARDANO, M. Manual de pesquisa qualitativa. A contribuição da teoria da argumentação. Tradução: Elisabeth da Rosa Conill. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2017.
BLOFIELD, M; MARTÍNEZ FRANZONI, J. Trabajo, familia y cambios en la política pública en América Latina: equidad, maternalismo y corresponsabilidad. Revista CEPAL, [Santiago], n. 114, p. 107-125, dic. 2014.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo, SP: Atlas 2003.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Amanda Cavalcante de Albuquerque

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Termo de cess

+55 83 988784633 (Milena Sousa)
