Perspectivas e desafios de acesso ao diagnóstico precoce da hanseníase no Norte e Nordeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.18378/rebes.v16i2.12202Palabras clave:
Hanseníase, Diagnóstico precoce, Disparidades em assistência à saúde, Atenção primária à saúdeResumen
A hanseníase é uma doença tropical negligenciada com forte impacto no Brasil, concentrando-se nas regiões Norte e Nordeste devido a determinantes sociais e vazios assistenciais na Atenção Primária à Saúde. Diante disso, este estudo analisou o perfil epidemiológico e a evolução temporal do agravo nessas macroregiões, discutindo indicadores de diagnóstico tardio e de qualidade operacional. Delineou-se um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo com dados secundários do SINAN/DATASUS e IBGE (2015–2025). Calcularam-se os Coeficientes de Detecção Geral e as proporções de Grau de Incapacidade Física 2 e de casos não avaliados. Os resultados apontaram a notificação de 61.488 casos no Norte e 141.542 no Nordeste. O Coeficiente de Detecção Geral médio classificou ambas as áreas em endemicidade Muito Alta (Norte: 31,4 casos por 100 mil hab.; Nordeste: 22,7 casos por 100 mil hab.), exibindo subnotificação acentuada no ano pandêmico de 2020. A proporção de GIF Grau 2 superou o limite de 5% em ambos os territórios (Norte: 10,8%; Nordeste: 10,3%), validando um padrão de alta endemização para o diagnóstico tardio. Adicionalmente, identificou-se grave vazio assistencial no Nordeste, com 10,4% de casos não avaliados, contra 4,3% na Região Norte. Conclui-se que os indicadores confirmam diagnósticos tardios e barreiras estruturais de acesso na rede básica, tornando imperativo descentralizar serviços, fixar profissionais em áreas remotas e capacitar as equipes locais.
Palavras-chave: Hanseníase. Diagnóstico precoce. Disparidades em assistência à saúde. Atenção primária à saúde.
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