GENEALOGIA JURÍDICA DA PROPRIEDADE: PERMANÊNCIAS ROMANAS E RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS

Autores

  • Michel Rauan Oliveira Soares Universidade Federal de Campina Grande
  • Ruan Feitosa Franco Universidade Federal de Campina Grande
  • Hollander Sehwann do Nascimento Universidade Federal de Campina Grande

Palavras-chave:

Propriedade; Direito Romano; Genealogia Jurídica; Função Social; Constitucionalismo Social.

Resumo

O estudo examina a genealogia jurídica da propriedade, destacando como suas bases estruturais foram moldadas pelo Direito Romano e posteriormente reinterpretadas pela modernidade. Partindo das categorias romanísticas, especialmente do dominium entendido como poder individual e absoluto, identifica-se que tal concepção não permaneceu intacta, pois sofreu inflexões decorrentes de transformações econômicas, culturais e filosóficas ao longo dos séculos. As permanências históricas revelam que muitos elementos originais influenciaram o regime patrimonial contemporâneo, ainda que submetidos a releituras sucessivas que incorporaram limites éticos e sociais ao exercício do direito. Com o advento do constitucionalismo social, a propriedade passou a ser concebida sob perspectiva funcional, vinculando-se diretamente às necessidades coletivas e à promoção da dignidade humana. A função social, assim, deixa de representar mera restrição externa e assume papel reconfigurador, superando o paradigma individualista de matriz romana. Conclui-se que a propriedade constitui categoria jurídica dinâmica, cujas significações resultam do entrelaçamento entre tradição normativa, crítica histórica e exigências contemporâneas.

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Publicado

2025-12-24

Como Citar

Soares, M. R. O., Franco, R. F., & Nascimento, H. S. do. (2025). GENEALOGIA JURÍDICA DA PROPRIEDADE: PERMANÊNCIAS ROMANAS E RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS. Caderno Verde De Agroecologia E Desenvolvimento Sustentável, 14(4), 133–145. Recuperado de https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/CVADS/article/view/11918

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