Entraves regulatórios e a informalidade compulsória na meliponicultura brasileira

Autores

  • Rossino Ramos de Almeida UFCG - Universidade Federal de Campina Grande
  • Ana Paula Pereira Medeiros Brito INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Aline Carla de Medeiros PPGGSA/CCTA/UFCG - Pombal - PB
  • Everaldo Gomes da Silva INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Carlos Ticiano Coutinho Ramos INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Luane Portela Carmo
  • Carlos Alberto Lins Cassimiro INSA - Instituto Nacional do Semiarido
  • Patricio Borges Maracaja INSA - Instituto Nacional do Semiarido

DOI:

https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12213

Resumo

A meliponicultura destaca-se no Brasil como um pilar promissor da bioeconomia e da conservação ambiental. Contudo, seu avanço enfrenta severos entraves decorrentes de um complexo e fragmentado arcabouço jurídico e sanitário. O objetivo deste estudo foi mapear e analisar criticamente as barreiras regulatórias que comprometem o desenvolvimento da atividade nas esferas rural e urbana no cenário nacional. Metodologicamente, realizou-se uma revisão sistemática de literatura baseada nas diretrizes do protocolo PRISMA. Foram consultadas as bases Scopus, Web of Science, SciELO e o Banco de Teses da CAPES, resultando na seleção de 14 estudos publicados entre 2011 e 2026, cujos dados foram triados via ferramentas EndNote e Rayyan e analisados de forma categorial. Os resultados evidenciaram três eixos críticos de estrangulamento: 1) o impacto da descentralização da fauna pós-Lei Complementar nº 140/2011 e Resolução CONAMA nº 496/2020, que gerou um mosaico normativo estadual heterogêneo e impeditivos ao trânsito de matrizes; 2) as barreiras higienossanitárias do RIISPOA e do MAPA, cujas exigências ignoram a biologia e a fermentação natural do mel de abelhas nativas; e 3) o vácuo legislativo e os entraves de zoneamento nos Planos Diretores municipais, que tratam a meliponicultura urbana sob a ótica da pecuária industrial ou do controle de zoonoses, impondo uma informalidade compulsória aos criadores citadinos. Conclui-se que a consolidação da atividade depende da transição de uma lógica punitiva de comando e controle para uma governança integrada e indutora, mediante a unificação de sistemas ambientais, a adequação de padrões de identidade agropecuários e a modernização das leis urbanísticas.

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Publicado

2026-05-31

Como Citar

Almeida, R. R. de, Brito, A. P. P. M., Medeiros, A. C. de, Silva, E. G. da, Ramos, C. T. C., Carmo, L. P., … Maracaja, P. B. (2026). Entraves regulatórios e a informalidade compulsória na meliponicultura brasileira. Revista Brasileira De Direito E Gestão Pública, 14(2), 1525–1544. https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12213

Edição

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