Metodologias ativas: a inversão da sala de aula como ferramenta contra a passividade discente
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i3.12259Resumo
O presente artigo analisa a sala de aula invertida como metodologia ativa capaz de enfrentar a passividade discente, entendida como postura pedagógica marcada pela recepção acrítica de conteúdos, baixa participação, dependência excessiva da exposição docente e pouca corresponsabilidade do estudante na construção do conhecimento. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com base em textos brasileiros recentes sobre metodologias ativas, aprendizagem invertida, tecnologias educacionais, avaliação formativa e protagonismo estudantil. Sustenta-se que a inversão da sala pode deslocar o estudante da condição de ouvinte para a posição de sujeito ativo, desde que vinculada a planejamento didático, mediação docente, materiais prévios acessíveis e atividades presenciais ou síncronas orientadas à aplicação, discussão e resolução de problemas. Conclui-se que a sala de aula invertida não se resume ao envio de vídeos, textos ou tarefas antes do encontro pedagógico, mas constitui uma reorganização intencional dos tempos, espaços, papéis e instrumentos avaliativos do processo de ensino-aprendizagem. Sua efetividade depende de coerência entre objetivos, estudo prévio, atividade em aula, devolutiva e consolidação do conhecimento, especialmente em contextos nos quais a cultura escolar ainda associa aprender a escutar, copiar e reproduzir conteúdos. A metodologia, quando implantada com progressividade e acompanhamento, pode contribuir para ampliar autonomia, engajamento e pensamento crítico dos discentes.
