Desafios e estratégias para o manejo odontológico de crianças com o transtorno do espectro autista (TEA): revisão integrativa na literatura

Autores

  • Michelle Ferreira Santos Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Karla Carolinne Albuquerque Macambira Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Cláudia Batista Vieira de Lima Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Rafaela Costa de Holanda Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.18378/rebes.v15i4.11872

Resumo

Objetivo: realizar uma revisão integrativa da literatura para descrever os desafios e estratégias no manejo odontológico de crianças com TEA, identificando as melhores práticas para otimizar o atendimento desses pacientes. Metodologia: A metodologia consiste na busca de artigos científicos nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e PUBMED utilizando os seguintes descritores: Transtorno do Espectro Autista; Crianças; Comportamento infantil; Assistência Odontológica. A busca será realizada entre os meses de entre os meses de agosto e dezembro de 2025. Serão selecionados estudos publicados entre os anos e 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, publicados nos idiomas português e inglês que abordam técnicas de manejo comportamental, adaptação ao ambiente odontológico e o papel da família no tratamento. Os artigos serão avaliados quanto à relevância, metodologia e confiabilidade dos resultados. Resultados: Os resultados obtidos evidenciam que o TEA decorre da interação entre fatores genéticos, neurológicos, ambientais e imunológicos, sem que haja um único elemento determinante para sua manifestação. Os estudos revisados destacam a forte influência das variantes genéticas e das alterações na conectividade cerebral, além do impacto de infecções, toxinas e processos inflamatórios materno-fetais no risco de desenvolvimento do transtorno. Discussão: A literatura demonstra convergência quanto à natureza multifatorial do TEA, reforçando que a variabilidade clínica exige estratégias individualizadas no manejo odontológico. Evidências apontam que adaptações sensoriais, comunicação visual, previsibilidade do atendimento, uso de histórias sociais e intervenções como musicoterapia melhoram significativamente a cooperação da criança. O preparo profissional, o ambiente clínico estruturado e o acolhimento familiar são elementos decisivos para reduzir ansiedade e comportamentos de resistência, favorecendo práticas mais humanizadas e eficazes. Conclusão: Conclui-se que o TEA deve ser compreendido como uma condição multifatorial que exige integração entre conhecimentos biológicos, clínicos e comportamentais para seu entendimento e manejo. A literatura analisada demonstra que práticas adaptadas, especialmente no atendimento odontológico, são decisivas para garantir um cuidado humanizado e eficaz, considerando as particularidades sensoriais e comunicativas das crianças com TEA.

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Referências

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Publicado

2025-12-10

Como Citar

Santos, M. F., Macambira, K. C. A., Lima, C. B. V. de, & Holanda, R. C. de. (2025). Desafios e estratégias para o manejo odontológico de crianças com o transtorno do espectro autista (TEA): revisão integrativa na literatura. Revista Brasileira De Educação E Saúde, 15(4), 871–876. https://doi.org/10.18378/rebes.v15i4.11872

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