Estudo fotoprotetor do extrato etanólico das partes aéreas de Gossypium hirsutum L. (algodão)

  • Karla de Lima Alves Simão Universidade Federal de Campina Grande-Campus Patos/PB
  • Bruna de Lima Alves Simão Universidade Federal de Campina Grande- Campus/ Patos
  • Camilla Torres Pereira Universidade Federal de Campina Grande- Campus/ Patos
  • Millena de Souza Alves Universidade Federal de Campina Grande- Campus/ Patos
  • Maria Alice Araújo de Medeiros Universidade Federal de Campina Grande- Campus/ Patos
  • Abrahão Alves de Oliveira Filho Universidade Federal de Campina Grande- Campus/ Patos
Palavras-chave: Planta medicinal, Radiçao UV, Fotoproteção

Resumo

As ondas solares são importantes para o dinamismo biológico, mas o excesso e exposição intensa a radiação UV, resulta em algumas lesões, bem como o câncer de pele. Logo, são necessárias proteções como: evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, proteção adequada (roupas, bonés) e o uso de filtro (protetor) solar. Visto que, esses cuidados fazem-se necessários desde a infância, pois os danos provocados pelo abuso de exposição solar são cumulativos. A família Malvaceae possui metabólitos secundários, dentre eles, os flavanóides, considerados antioxidantes, consequentemente associados a Fator de Proteção Solar (FPS). Nessa família, destaca-se Gossypium hirsutum L., conhecida popularmente como algodão. Diante dos dados, este estudo teve como objetivo avaliar a propriedade fotoprotetora do extrato etanólico de Gossypium hirsutum L. (algodão). Para a realização do estudo, utilizou-se o extrato da planta, diluído em diferentes concentrações. Fazendo-se varreduras, com o auxílio do espectrofotômetro, de 290 a 320nm com intervalos de 5nm. Os dados foram submetidos à equação proposta por Mansur et al. (1986), para avaliara o FPS in vitro. No estudo in vitro pode-se observar que as concentrações de 500 e 1000µg.mL-1 apresentaram potencial fotoprotetor da radiação ultravioleta, com FPS de 16,17 e 25,00; respectivamente, ultrapassando o fator mínimo de proteção estabelecido na legislação. Contudo, atividade fotoprotetora do extrato de G. hirsutum L., realizada no espectro da radiação UVB, demonstrou-se bastante relevante. Ademais, o resultado, sugere uma possível utilização dessa planta em fitocosméticos, pois a utilização de plantas como fotoprotetoras é uma das alternativas acessíveis.

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Publicado
2019-01-01
Como Citar
Simão, K. de L. A., Simão, B. de L. A., Pereira, C. T., Alves, M. de S., de Medeiros, M. A. A., & Filho, A. A. de O. (2019). Estudo fotoprotetor do extrato etanólico das partes aéreas de Gossypium hirsutum L. (algodão). Revista Brasileira De Educação E Saúde, 9(4), 45-49. https://doi.org/10.18378/rebes.v9i4.7088
Seção
Artigos