Um olhar sobre a prevalência da síndrome de Di George: rastreio e seguimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18378/rebes.v13i3.9994

Resumo

A Síndrome de Di George, também conhecida como deleção 22q11.2, é uma desordem genética que se manifesta através de uma variedade de sintomas clínicos. Esta síndrome é causada por uma pequena deleção do cromossomo 22 e é associada a defeitos cardíacos congênitos, problemas imunológicos, atrasos no desenvolvimento e outras complicações. A prevalência desta síndrome tem sido objeto de estudo, dada a sua heterogeneidade clínica e a necessidade de um rastreio eficaz e seguimento adequado dos pacientes. O principal objetivo deste estudo foi investigar a prevalência atual da Síndrome de Di George em uma população específica, bem como avaliar a eficácia das estratégias de rastreio e o seguimento dos pacientes diagnosticados. Além disso, buscou-se identificar possíveis fatores de risco associados e propor recomendações para melhorar o diagnóstico e tratamento. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, abrangendo estudos publicados nos últimos dez anos. Os critérios de inclusão foram estudos que apresentaram dados sobre a prevalência da síndrome, métodos de rastreio e seguimento dos pacientes. Foram excluídos estudos que não apresentavam dados quantitativos ou que não estavam relacionados diretamente ao tema. Além disso, foi realizada uma coleta de dados primários em hospitais e clínicas especializadas, através de questionários e entrevistas com profissionais de saúde e pacientes. As estratégias de rastreio mostraram-se eficazes em identificar a maioria dos casos, no entanto, o seguimento dos pacientes ainda apresenta desafios, principalmente no que diz respeito à adesão ao tratamento e acompanhamento regular. Fatores de risco associados incluem histórico familiar da síndrome e presença de outros defeitos genéticos. As recomendações propostas focam na melhoria da educação dos profissionais de saúde sobre a síndrome, bem como no fortalecimento das redes de apoio aos pacientes e suas famílias.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALMEIDA, L.; SOUSA, R. Características clínicas da Síndrome de Di George. Jornal de Genética e Medicina, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 120-135, 2021.

ALMEIDA, S. L.; RODRIGUES, F. M. Desafios da integração social em síndromes genéticas: um estudo sobre a síndrome de DiGeorge. São Paulo: Editora Saúde, 2021.

BARBOSA, L. R.; MENEZES, J. O. Intervenção cardiológica em pacientes pediátricos: foco na síndrome de DiGeorge. Rio de Janeiro: Cardiologia em Pauta, 2021.

BARROS, M.; CASTRO, F. Distúrbios psiquiátricos associados à Síndrome de Di George. Revista Brasileira de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 27, n. 3, p. 210-220, 2019.

BASSER, R. L. Recurrent risks in sibs and offspring of children with the 22q11 deletion. Journal of Medical Genetics, v. 46, n. 5, p. 334-337, 2009.

BASSETT, A. S. et al. Practical Guidelines for Managing Patients with 22q11.2 Deletion Syndrome. The Journal of Pediatrics, v. 153, n. 3, p. 319-324, 2008.

BOTTO, L. D. et al. A population-based study of the 22q11.2 deletion: phenotype, incidence, and contribution to major birth defects in the population. Pediatrics, v. 112, n. 1, p. 101-107, 2003.

CARDOSO, A.; NUNES, B. Terapias reabilitativas na síndrome de DiGeorge: um olhar interdisciplinar. Porto Alegre: Terapia e Saúde, 2019.

COSTA, R. F.; PEREIRA, T. S. Manifestações clínicas na síndrome de DiGeorge: audição, visão e fala. Recife: Clínica e Pesquisa, 2020.

CUNHA, A.; REIS, L. Aspectos genéticos da Síndrome de Di George. Revista de Genética Clínica, Porto Alegre, v. 8, n. 1, p. 45-52, 2020.

DI GEORGE, A. A new syndrome with immunodeficiency. Journal of Pediatrics, v. 67, p. 730-733, 1965.

FERREIRA, A.; LIMA, D. Desenvolvimento craniofacial em pacientes com Síndrome de Di George. Jornal Brasileiro de Genética, Recife, v. 4, n. 4, p. 280-295, 2017.

FERREIRA, M. J.; SOARES, D. A. Abordagem cirúrgica de malformações cardíacas na síndrome de DiGeorge. Belo Horizonte: Cirurgia Cardiovascular, 2017.

FUNG, W. L. A. et al. Practical guidelines for managing adults with 22q11.2 deletion syndrome. Genetics in Medicine, v. 17, n. 8, p. 599-609, 2015.

GOMES, A. C.; LOPES, E. T. Suporte psicológico em síndromes genéticas: o caso da síndrome de DiGeorge. Lisboa: Psicologia em Foco, 2022.

GONÇALVES, J.; RIBEIRO, S. Cardiopatias e Síndrome de Di George: uma análise clínica. Cardiologia Hoje, Brasília, v. 9, n. 2, p. 35-42, 2016.

KOBRYNSKI, L. J.; SULLIVAN, K. E. Velocardiofacial syndrome, DiGeorge syndrome: the chromosome 22q11.2 deletion syndromes. The Lancet, v. 370, n. 9596, p. 1443-1452, 2007.

LIMA, M. P.; et al. Monitorização endocrinológica na síndrome de DiGeorge: hipocalcemia e outras disfunções. Salvador: Endocrinologia Pediátrica, 2018.

MARQUES, R. H.; ROCHA, I. L. Aprendizagem e interação social na síndrome de DiGeorge. Curitiba: Educação Especializada, 2017.

MARTINS, R.; ROCHA, T. Desenvolvimento neurológico e Síndrome de Di George. Revista de Neurologia Pediátrica, Salvador, v. 7, n. 3, p. 110-120, 2018.

MCDONALD-MCGINN, D. M. et al. 22q11.2 Deletion syndrome. Nature Reviews Disease Primers, v. 1, p. 15071, 2015.

McDONALD-McGINN, D. M. et al. 22q11.2 deletion syndrome. Nature Reviews Disease Primers, v. 1, n. 15071, 2015.

MENDES, R.; CARVALHO, F. A genética da Síndrome de Di George. Jornal de Genética Humana, Curitiba, v. 6, n. 2, p. 100-110, 2019.

OLIVEIRA, M.; BARBOSA, P. Manifestações clínicas variáveis da Síndrome de Di George. Revista de Genética Médica, Belo Horizonte, v. 10, n. 1, p. 25-32, 2018.

RASMUSSEN, S. A. et al. Guidelines for case classification for the National Birth Defects Prevention Study. Birth defects research part a: Clinical and molecular teratology, v. 91, n. 1, p. 58-63, 2001.

RIBEIRO, S. A. Cardiologia pediátrica e síndromes genéticas: o caso da síndrome de DiGeorge. Porto: Cardiologia Atual, 2019.

SÁ, M. R.; OLIVEIRA, J. B. Desordens endocrinológicas associadas à síndrome de DiGeorge. Fortaleza: Revista de Endocrinologia, 2020.

SANTOS, A.; PEREIRA, L. Malformações cardíacas na Síndrome de Di George. Revista Cardiológica Brasileira, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 180-190, 2020.

SANTOS, V. R.; et al. Procedimentos cirúrgicos orofaciais na síndrome de DiGeorge. Florianópolis: Cirurgia Pediátrica, 2018.

SCHNEIDER, M. et al. Psychiatric disorders from childhood to adulthood in 22q11.2 deletion syndrome: results from the International Consortium on Brain and Behavior in 22q11.2 Deletion Syndrome. American Journal of Psychiatry, v. 171, n. 6, p. 627-639, 2014.

SHPRINTZEN, R. J. Velo-cardio-facial syndrome: 30 Years of study. Developmental Disabilities Research Reviews, v. 14, n. 3, p. 3-10, 2008.

SILVA, G. M.; et al. Características clínicas na síndrome de DiGeorge: uma revisão abrangente. Brasília: Jornal de Genética Médica, 2019.

SILVA, M.; COSTA, J. Síndrome de Di George: uma revisão atualizada. Jornal Brasileiro de Genética Clínica, v. 2, n. 1, p. 15-25, 2017.

SNIJDERS, R. J. M. et al. Ultrasonographic features associated with DiGeorge syndrome in fetuses with conotruncal cardiac defects. Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, v. 12, n. 5, p. 333-339, 1998.

SULLIVAN, K. E. The clinical, immunological, and molecular spectrum of chromosome 22q11.2 deletion syndrome and DiGeorge syndrome. Current Opinion in Allergy and Clinical Immunology, v. 8, n. 6, p. 507-512, 2008.

VOOREN, S. V. et al. Late diagnosis in adults with 22q11.2 deletion syndrome: an example of a treatable major psychiatric disorder. Psychological Medicine, v. 48, n. 12, p. 2040-2043, 2018.

Downloads

Publicado

2023-08-30

Como Citar

Santos, M. L. N. G., Cavalcante Filho, C. A., Santos, P. Ívina O. S., Bessa, V. de O., Pessoa, A. M. de Q., Leal, J. F. da S., … Batista, G. C. M. B. (2023). Um olhar sobre a prevalência da síndrome de Di George: rastreio e seguimento. Revista Brasileira De Educação E Saúde, 13(3), 270–275. https://doi.org/10.18378/rebes.v13i3.9994

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)