O Ideb como ferramenta estratégica na gestão educacional e na organização do trabalho escolar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i3.11585

Palavras-chave:

Ideb; Gestão educacional; Trabalho escolar; Políticas públicas.

Resumo

O presente estudo tem como objeto o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), analisado enquanto ferramenta estratégica de gestão educacional e de organização do trabalho escolar. O objetivo central consiste em compreender como o Ideb atua na formulação de políticas públicas, no planejamento pedagógico e na tomada de decisões administrativas, ao mesmo tempo em que se discutem seus limites e desafios como indicador de qualidade. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental, com destaque para relatórios do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), dados estatísticos do próprio Ideb e estudos de caso sobre experiências exitosas em municípios como Sobral e Itatiba. O referencial teórico está ancorado em José Francisco Soares (2011), que discute os fundamentos metodológicos dos indicadores educacionais, e em José Carlos Libâneo (2012), que analisa a organização e a gestão escolar. Os resultados apontam que o Ideb, quando utilizado de forma estratégica e contextualizada, pode ser um importante aliado da gestão escolar, permitindo diagnósticos precisos e orientando práticas pedagógicas mais eficazes. Contudo, também se evidenciam críticas quanto ao seu caráter reducionista, especialmente pela ênfase restrita em língua portuguesa e matemática, o que pode gerar distorções pedagógicas e negligenciar dimensões mais amplas da formação integral. Conclui-se que o Ideb permanece como um indicador relevante, mas que necessita de constantes revisões metodológicas e complementações qualitativas para assegurar sua efetividade como instrumento de equidade e melhoria da qualidade educacional no Brasil.

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Publicado

2025-09-05

Como Citar

Carneiro, E. N., & Carneiro, I. L. B. (2025). O Ideb como ferramenta estratégica na gestão educacional e na organização do trabalho escolar. Revista Brasileira De Filosofia E História, 14(3), 1387–1394. https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i3.11585

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