Práticas pedagógicas inclusivas e seu impacto no desenvolvimento global de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i3.11599Palavras-chave:
Inclusão escolar; Práticas pedagógicas inclusivas; Transtorno do Espectro Autista; Desenvolvimento global. Educação especial.Resumo
Este trabalho aborda as práticas pedagógicas inclusivas e seu impacto no desenvolvimento global de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A inclusão escolar de crianças com TEA representa um desafio e uma necessidade no contexto educacional contemporâneo, exigindo mudanças estruturais, metodológicas e atitudinais. Inicialmente, apresenta-se a fundamentação teórica acerca da inclusão e do papel do professor como agente central nesse processo. Em seguida, são discutidas estratégias pedagógicas diversificadas, como adaptações curriculares, uso de tecnologia assistiva e metodologias personalizadas, que favorecem a aprendizagem significativa dos alunos com TEA. A análise se aprofunda nos efeitos dessas práticas sobre diferentes dimensões do desenvolvimento infantil cognitiva, linguística, emocional, social e funcional, destacando como a atuação inclusiva pode promover avanços importantes na autonomia, comunicação e interação social desses estudantes. Os dados apontam que, quando bem implementadas, as práticas inclusivas contribuem de maneira efetiva para o desenvolvimento global do aluno com TEA, promovendo sua participação plena e equitativa no ambiente escolar. Conclui-se que a formação docente contínua, o suporte institucional e o compromisso ético com a diversidade são pilares fundamentais para uma inclusão escolar de qualidade.
Referências
ALVES, E. M. S. A ludicidade e o ensino de matemática: uma prática possível. São Paulo: Papirus, 2001.
ANSARI, D. Entender o cérebro para ensinar melhor. Revista Pedagógica Pátio, Porto Alegre, ano XVI, n. 61, p. 18-21, fev./abr. 2012.
ANTUNHA, E. L. B. Brincadeiras infantis, funções cerebrais e alfabetização. 1. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2006.
ARAÚJO, A. P. Tipos de textos narrativos. InfoEscola, 2015. Disponível em: http://www.infoescola.com/tipos-de-textos-narrativos/. Acesso em: 25 dez. 2024.
AZEVEDO, R.; NEVES, C. O lúdico contribuindo na formação de professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Areté, Manaus, v. 2, n. 3, p. 84-94, 2017.
BARBOSA, A. P. M. Ludoteca: um espaço lúdico. 2010. Disponível em: http://www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/ANA%20PAULO%20MONTOLEZI.pdf. Acesso em: 25 dez. 2024.
BARROS, R. P. de; MENDONÇA, R.; SANTOS, D. D. dos; QUINTAES, G. Determinantes do desempenho educacional no Brasil. Brasília, DF: IPEA, 2001. (Texto para Discussão, n. 839). Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/2160. Acesso em: 21 dez. 2024.
BOLK, L. El hombre problema retardación y neotenia. Cali: Universidad del Valle, 2007.
BORBA, Â. M. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília, DF: MEC/SEB, 2006. p. 33-45.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998.
BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artmed, 2003.
CARLOS, A. M. O lúdico como ferramenta pedagógica. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/142876/000993420.pdf. Acesso em: 26 dez. 2024.
CERISARA, A. B. Professoras de educação infantil: entre o feminino e o profissional. São Paulo: Cortez, 2002.
COSTA, D. S. da. Corpo e educação: refletindo sobre as práticas pedagógicas na Educação Infantil. 2018. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/26838. Acesso em: 26 dez. 2024.
COSTA, M. L. P. As práticas pedagógicas de professores de educação infantil do município de Santa Inês. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2013. Disponível em: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/248. Acesso em: 26 dez. 2024.
DOMINICO, E. et al. Práticas pedagógicas na educação infantil: o currículo como instrumento de governo dos pequenos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, DF, v. 101, n. 257, p. 427-444, 2020.
FANTACHOLI, F. das N. O brincar na educação infantil: jogos, brinquedos e brincadeiras – um olhar psicopedagógico. Revista da Fundação Aprender, [S. l.], 2011. Disponível em: http://revista.fundacaoaprender.org.br/?p=78. Acesso em: 23 dez. 2024.
FERNANDES, I. C. B. Atividades lúdicas no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizado de discentes no âmbito escolar. Ariquemes: [s. n.], 2012.
FERNANDES, V. de J. L. A ludicidade nas práticas pedagógicas da Educação Infantil. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE, Jaciara, v. 6, n. 1, 2013.
FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender - o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.
FRIEDMANN, A. O brincar no cotidiano da criança. São Paulo: Moderna, 2006.
GARCIA, G. A. O lúdico da matemática na educação infantil. In: SANTOS, C. H. M. (org.). Novas perspectivas em educação. São Paulo: Editora WI, 2019. p. 42-63.
HUIZINGA, J. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 2008.
KISHIMOTO, T. M. Brinquedos e brincadeiras na educação infantil. In: SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO, 1., 2010, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: MEC, 2010. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file. Acesso em: 24 dez. 2024.
KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1994.
KNELLER, G. F. Arte e ciências da criatividade. São Paulo: IBRASA, 1999.
KRAMER, S. Com a pré-escola nas mãos: uma alternativa curricular para a educação infantil. São Paulo: Ática, 2000.
LABAN, R. Dança educativa moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
LIMA, D. D. R. S.; NETO, S. A. B. S. Reflexões sobre as concepções do lúdico nos artigos científicos da Capes e Scielo (2017-2021). Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 9, n. 5, p. 1014-1034, 2023. DOI: 10.51891/rease.v9i5.9844. Disponível em: https://doi.org/10.51891/rease.v9i5.9844. Acesso em: 23 dez. 2024.
LISBOA, M. A importância do lúdico na aprendizagem, com auxílio dos jogos. Brinquedoteca.net, [S. l.], [s. d.]. Disponível em: http://brinquedoteca.net.br/?p=1818. Acesso em: 25 dez. 2024.
LOUZADA, F. A construção social do cérebro. Neuropedagogia, [S. l.], p. 56-63, 2012.
LUCKESI, C. C. Educação, ludicidade e prevenção das neuroses futuras: uma proposta pedagógica a partir da Biossíntese. Ludopedagogia, Salvador, v. 1, p. 9-42, 2000.
MACEDO, L.; PETTY, A. L. S.; PASSOS, N. C. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2005.
MENARINI, R.; MERCATI, G. N. Neotenia: dalla psicoanalisi all'antropologia. Roma: Borla, 2002.
Milan, D., Mendes Araújo, M. P., Alves, M. C. C., Raiol, K. C. da S., & Silva, M. T. P. da. (2025). O papel professor na transformação da prática educativa inclusiva e a matemática. Revista Brasileira De Filosofia E História, 14(1), 296–304. https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i1.11257
MODESTO, M. C.; RUBIO, J. A. S. A importância da ludicidade na construção do conhecimento. São Roque: [s. n.], 2014.
MONTEIRO, M. C. S. D.; ALMEIDA, L. B.; OLIVEIRA NETO, J. F. Jogos e brincadeiras na educação infantil: um diálogo com professoras da Rede Municipal de Aparecida de Goiânia, Goiás. Revista Uniaraguaia, v. 16, p. 243-253, 2022.
MORAIS, P. F. de. Práticas pedagógicas e a Educação Infantil: desafios e possibilidades. 2014. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/9815. Acesso em: 26 dez. 2024.
MORRIS, D. A mulher nua: um estudo do corpo feminino. São Paulo: Globo, 2005.
MOYLES, J. R. A excelência do brincar. Porto Alegre: Artmed, 2006.
NOGARO, A.; FINK, A. T.; PITON, M. R. G. Brincar: reflexões a partir da neurociência para a consolidação da prática lúdica na educação infantil. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 66, p. 278-294, dez. 2015.
OLIVEIRA, M. M. de. A inclusão do aluno com deficiência intelectual no ensino regular. Revista Ciências da Educação, Maceió, ano I, v. 2, n. 1, abr./jun. 2013.
OSSONA, P. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1988.
PEREIRA, L. H. P. Bioexpressão: a caminho de uma educação lúdica para a formação de educadores. 2005. 388 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2005.
PIAGET, J. Segunda parte: O jogo. In: ______. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho – imagem e representação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1978.
PINTO, C. L.; TAVARES, H. M. O lúdico na aprendizagem: apreender e aprender. Católica Online, [S. l.], 2010. Disponível em: http://catolicaonline.com.br. Acesso em: 25 dez. 2024.
RAU, M. C. A ludicidade na Educação Infantil: uma atitude pedagógica. 2. ed. Curitiba: Ibpex, 2013.
RELVAS, M. P. Neurociência e educação: potencialidades dos gêneros humanos na sala de aula. Rio de Janeiro: Wak, 2009.
RIBEIRO, D. M.; CASTRO, J. L. M. de; LUSTOSA, F. G. Brincadeira e desenvolvimento infantil nas teorias psicogenéticas de Wallon, Piaget e Vigotsky. In: FÓRUM INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA, 10., 2018, Imperatriz. Anais [...]. Campina Grande: Realize Editora, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/46942. Acesso em: 24 dez. 2024.
ROSEMBERG, F. Organizações multilaterais, estado e políticas de educação infantil. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 115, p. 25-64, 2002.
SANTOS, E. B. dos. A ludicidade na educação infantil: perspectivas a partir de uma escola de Lagoa de Dentro/PB. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/3406. Acesso em: 26 dez. 2024.
SANTOS, R. S. dos. Ludicidade na educação infantil: reflexões sobre a didática docente em uma escola municipal de Delmiro Gouveia-AL. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Universidade Federal de Alagoas, Delmiro Gouveia, 2021. Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/handle/12345678. Acesso em: 24 dez. 2024.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Andelourdes Aparecida de Paula, Andrelina Mafalda de Paula, Adriana Gittler, Luzimar Ferreira de Paiva, Josevam Lopes do Nascimento, Jordania Patrícia Ribeiro da Silva Jesus, Maria Irineia de Souza Freitas, Rita Catarina Alves Pereira Vale

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Esta é uma revista de acesso livre, onde, utiliza o termo de cessão seguindo a lei nº 9.610/1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais no Brasil.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Filosofia e História (RBFH) concordam com os seguintes termos:
O(s) autor(es) doravante designado(s) CEDENTE, por meio desta, cede e transfere, de forma gratuita, a propriedade dos direitos autorais relativos à OBRA à Revista Brasileira de Filosofia e História (RBFH), representada pelo Grupo Verde de Agroecologia e Abelhas (GVAA), estabelecida na Rua João Pereira de Mendonça , 90 Bairro Petropolis em Pombal - PB doravante designada CESSIONÁRIA, nas condições descritas a seguir: 1. O CEDENTE declara que é (são) autor(es) e titular(es) da propriedade dos direitos autorais da OBRA submetida. 2. O CEDENTE declara que a OBRA não infringe direitos autorais e/ou outros direitos de propriedade de terceiros, que a divulgação de imagens (caso as mesmas existam) foi autorizada e que assume integral responsabilidade moral e/ou patrimonial, pelo seu conteúdo, perante terceiros. O CEDENTE cede e transfere todos os direitos autorais relativos à OBRA à CESSIONÁRIA, especialmente os direitos de edição, de publicação, de tradução para outro idioma e de reprodução por qualquer processo ou técnica através da assinatura deste termo impresso que deverá ser submetido via correios ao endereço informado no início deste documento. A CESSIONÁRIA passa a ser proprietária exclusiva dos direitos referentes à OBRA, sendo vedada qualquer reprodução, total ou parcial, em qualquer outro meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que haja prévia autorização escrita por parte da CESSIONÁRIA.


https://miar.ub.edu/issn/2447-5076 






