Desafios sociais e jurídicos no reconhecimento e aceitação das relações poliafetivas

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DOI:

https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12207

Resumen

O presente artigo analisa a viabilidade e os entraves para o reconhecimento jurídico das uniões poliafetivas no ordenamento brasileiro contemporâneo. Investigam-se as transformações do conceito de família, que migrou de um modelo patriarcal e patrimonializado para uma concepção eudemonista pautada no princípio da afetividade. Através de pesquisa bibliográfica e análise jurisprudencial, o texto discute o conflito entre o dogma da monogamia e a pluralidade familiar em relação a CF/88 e os direitos humanos. Analisam-se a proibição do Conselho Nacional de Justiça quanto à lavratura de escrituras públicas de uniões poliafetivas e do próprio STF em rechaçar tal reconhecimento, os impactos na multiparentalidade e na divisão patrimonial, além dos projetos de lei antagônicos em trâmite no Congresso Nacional. Conclui-se que a exclusão jurídica dessas uniões gera invisibilidade e desamparo, ferindo os princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade familiar e a autonomia da vontade.

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Publicado

2026-05-30

Cómo citar

Santos, H. W. da S., & Veras, Érica V. C. de O. (2026). Desafios sociais e jurídicos no reconhecimento e aceitação das relações poliafetivas. Revista Brasileira De Direito E Gestão Pública, 14(2), 1474–1486. https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12207

Número

Sección

Artigos