Síndrome do Impostor, gênero e machismo na advocacia: Uma análise dos desafios de gênero no exercício da profissão jurídica
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12221Resumen
O presente artigo investiga a Síndrome do Impostor como fenômeno psicossocial estruturalmente condicionado, analisando sua relação com o machismo e os desafios de gênero presentes na advocacia brasileira. Partindo da premissa de que a síndrome não é uma fragilidade individual, mas uma resposta psicológica esperada diante de ambientes profissionais historicamente construídos sobre bases patriarcais, o trabalho examina os mecanismos pelos quais o machismo estrutural alimenta e intensifica os sentimentos de inadequação e impostorismo nas mulheres advogadas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com método dedutivo e procedimento bibliográfico-documental, dialogando com a Psicologia, a Sociologia Jurídica e os Estudos de Gênero. Os resultados indicam que a individualização da Síndrome do Impostor cumpre uma função ideológica de naturalização das desigualdades estruturais, desviando o foco das causas sistêmicas para as supostas deficiências pessoais das profissionais. Conclui-se pela urgência de transformações institucionais e culturais na advocacia, para que a crescente presença feminina na profissão se traduza em efetiva equidade.
