Governança criminal, fragilidade estatal e securitização nas fronteiras amazônicas brasileiras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12156

Resumo

O presente artigo analisa como a fragilidade da presença estatal nas fronteiras amazônicas brasileiras favorece a consolidação de formas de governança criminal associadas ao crime organizado transnacional. A partir de abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise teórico-conceitual, o estudo mobiliza os debates sobre governança criminal, fragilidade estatal e securitização para compreender as dinâmicas contemporâneas das fronteiras amazônicas. Os resultados indicam que a combinação entre extensa faixa territorial, predominância de vias fluviais, baixa densidade institucional e dificuldades históricas de integração estatal amplia vulnerabilidades relacionadas ao narcotráfico, ao garimpo ilegal, ao tráfico de armas e a outros crimes transnacionais. Nesse contexto, organizações criminosas exploram fragilidades estruturais e constroem redes adaptativas que articulam diferentes modalidades ilícitas em escala regional e internacional. O artigo demonstra, ainda, que a crescente associação entre fronteiras amazônicas e ilícitos transnacionais contribuiu para ampliar processos de securitização, fortalecendo políticas de monitoramento territorial. Conclui-se que o enfrentamento do crime organizado transnacional exige abordagens integradas que articulem segurança pública, fortalecimento institucional e desenvolvimento regional.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

Santos, W. P., & Sousa, I. D. D. de. (2026). Governança criminal, fragilidade estatal e securitização nas fronteiras amazônicas brasileiras. Revista Brasileira De Direito E Gestão Pública, 14(2), 1069–1087. https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12156

Edição

Seção

Artigos