Protocolos assistenciais baseados em evidências para o cuidado intensivo: revisão das diretrizes clínicas contemporâneas e sua aplicabilidade na prática da UTI
DOI:
https://doi.org/10.18378/rebes.v15i3.11794Resumen
O presente artigo parte da ideia de que a UTI exige decisões encadeadas e linguagem comum, mas ainda convive com distância entre o que a evidência recomenda e o que entra, de fato, no fluxo do cuidado. Diante desse quadro, o problema foi assim delimitado: como transformar diretrizes contemporâneas em rotinas executáveis sem perder o julgamento clínico situado? Nessa toada, o objetivo foi analisar diretrizes utilizadas na terapia intensiva e verificar sua aplicabilidade prática por meio de protocolos assistenciais baseados em evidências. Para tanto, adotou-se revisão integrativa, com buscas em bases nacionais e internacionais, recorte de 2021 a 2025, inclusão de estudos em adultos e síntese narrativa. Após triagens e leitura em texto completo, compuseram a amostra 13 pesquisas alinhadas ao escopo. Os achados indicam que protocolos funcionam quando são tratados como instrumentos vivos de decisão, inseridos em arranjos de governança com integração ao prontuário, o que reduz variação não justificada e melhora a previsibilidade das condutas. Observou-se protagonismo constante da Enfermagem na sustentação da adesão e na continuidade entre turnos, com efeitos processuais e impactos clínicos mais evidentes quando bundles e checklists se articulam ao trabalho diário. Iniciativas isoladas tendem a produzir ganhos limitados, enquanto programas institucionais mantêm resultados no tempo. Logo, conclui-se que a prática baseada em evidências se realiza na organização do trabalho, e que protocolos bem desenhados, monitorados e compartilhados favorecem cuidado coerente e seguro na UTI.
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