PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS NAS COLÔNIAS PENAIS AGRÍCOLAS: análise da viabilidade normativa, aportes ao fomento do agronegócio e promoção da ressocialização dos reeducandos
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i4.11819Palabras clave:
Agronegócio, Colônias penais agrícolas, Parcerias público-privadas, RessocializaçãoResumen
O presente artigo teve como objetivo analisar a viabilidade jurídica e prática da aplicação das Parcerias Público-Privadas (PPP) nas colônias penais agrícolas, avaliando seu potencial como instrumento de fomento ao agronegócio e de promoção da ressocialização dos apenados. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, fundamentada no método dedutivo, com levantamento bibliográfico e documental, análise da legislação pertinente, além de consulta a dados oficiais da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Os resultados mostraram que o sistema prisional brasileiro enfrenta déficit estrutural e funcional, marcado pela insuficiência de vagas, superlotação e baixa efetividade das políticas de reinserção social. As colônias penais agrícolas, embora previstas em lei como espaço privilegiado para o regime semiaberto, não cumprem integralmente sua finalidade em razão da precariedade de infraestrutura e da ausência de investimentos. Nesse contexto, as PPPs apresentam-se como alternativa estratégica para modernizar essas unidades, reduzir custos estatais e ampliar as oportunidades de educação e trabalho. Além disso, a integração com o agronegócio fortalece a agricultura familiar, promove qualificação técnica e introduz inovações tecnológicas capazes de potencializar a produção agropecuária. Conclui-se que, quando devidamente estruturadas e acompanhadas por mecanismos de controle estatal, as PPPs configuram solução viável para equilibrar a função punitiva e ressocializadora da pena, ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento econômico e social, como espaços de reintegração produtiva e cidadã.
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