Metodologias ativas no ensino jurídico: uma análise da sala de aula invertida, do seminário e do estudo de caso como estratégias de aprendizagem no curso de direito
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i3.11497Resumo
Este artigo examina a aplicabilidade de três metodologias ativas de ensino-aprendizagem ao Bacharelado em Direito: a Sala de Aula Invertida, o Seminário e o Estudo de Caso. O ponto de partida é a constatação de que o modelo tradicional de ensino jurídico, pautado na exposição unilateral do professor e na recepção passiva do aluno, já não corresponde às competências hoje exigidas de um profissional do Direito, sobretudo o pensamento crítico, a capacidade de argumentar e a autonomia para construir soluções próprias diante de casos concretos. Buscou-se, assim, analisar de que forma essas três estratégias didáticas contribuem para a aprendizagem jurídica, contrapondo-as ao ensino tradicional e apontando caminhos concretos de aplicação em disciplinas do curso. Trata-se de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, construída a partir do diálogo entre autores da pedagogia universitária e do ensino jurídico. Verificou-se que a Sala de Aula Invertida amplia a autonomia do estudante ao deslocar o primeiro contato com a teoria para o ambiente extraclasse; que o Seminário, quando não se limita a uma sucessão de exposições, desenvolve a argumentação, a oralidade e a postura profissional próprias do operador do Direito; e que o Estudo de Caso aproxima o discente da jurisprudência e da resolução prática de problemas jurídicos. Conclui-se que a adoção planejada dessas três metodologias é não apenas viável, mas recomendável ao ensino jurídico contemporâneo, por favorecer uma aprendizagem significativa e alinhada às exigências da prática profissional e do próprio Exame de Ordem.
