Uso de plantas medicinais no tratamento de infecções ginecológicas: revisão de literatura e perspectivas para a fitoterapia no SUS
Resumen
As infecções ginecológicas, como candidíase vulvovaginal e vaginose bacteriana, constituem um dos principais agravos à saúde feminina, impactando significativamente a qualidade de vida e os serviços de saúde pública. Embora os tratamentos convencionais sejam eficazes, cresce o interesse pelo uso de plantas medicinais como alternativas terapêuticas acessíveis, de baixo custo e culturalmente enraizadas. Este estudo, de caráter bibliográfico integrativo, analisou evidências recentes sobre o uso de plantas medicinais no tratamento dessas infecções e sua inserção no Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, persistem limitações como a escassez de ensaios clínicos em larga escala, a ausência de padronização e os riscos do uso inadequado, incluindo toxicidade e interações medicamentosas. No âmbito regulatório, destacam-se a atuação da ANVISA e iniciativas como a Farmácia Viva, que aproximam saber popular e ciência. Conclui-se que as plantas medicinais representam recurso promissor no cuidado ginecológico, mas sua consolidação requer rigor científico, capacitação profissional e fortalecimento de políticas públicas.
