O reconhecimento na filosofia de Hegel: uma abordagem ampliada
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v15i1.11014Palavras-chave:
Reconhecimento, Hegel, Dialética, Filosofia da História; Teoria da História; Epistemologia, Filosofia Política, Vida ÉticaResumo
Este artigo investiga o conceito de reconhecimento na filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, tomando-o como eixo central para a compreensão da constituição da autoconsciência, da liberdade e das instituições éticas e políticas. O objetivo da pesquisa é analisar o desenvolvimento do reconhecimento ao longo da obra hegeliana, especialmente a partir da Fenomenologia do Espírito e dos Princípios da Filosofia do Direito, evidenciando sua transição da esfera intersubjetiva para a institucional. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter teórico-filosófico, baseada em pesquisa bibliográfica de fontes primárias de Hegel e de literatura secundária especializada. Os procedimentos de análise consistem na leitura hermenêutica e na reconstrução conceitual do reconhecimento, articulando seus momentos fundamentais — autoconsciência, dialética do senhor e do servo, vida ética (Sittlichkeit) e liberdade objetiva. Como resultados, demonstra-se que o reconhecimento não se limita a uma relação interpessoal, mas constitui um princípio estruturante das instituições sociais, jurídicas e políticas, sendo condição necessária para a efetivação da liberdade. Além disso, o artigo evidencia a atualidade do conceito ao dialogar com interpretações contemporâneas, como as de Axel Honneth, Charles Taylor, Robert Brandom e Judith Butler. Conclui-se que o reconhecimento, em Hegel, oferece uma chave interpretativa robusta para compreender tanto a formação da subjetividade quanto os fundamentos éticos da vida social e política moderna.
Referências
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