O Processo de marginalização da prostituição na sociedade brasileira e a invisibilização dessas profissionais
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i3.12323Resumo
O presente artigo tem como objetivo discutir o processo de marginalização da prostituição na sociedade brasileira bem como tratar dos mecanismos de exclusão e invisibilidade das profissionais do sexo.A análise parte, inicialmente, de uma perspectiva histórica e sociológica, evidenciando que, embora a prostituição seja uma prática milenar e reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) desde 2002, ainda persistem estigmas atrelados à figura das prostitutas. Além disso, o artigo apresenta uma análise do processo de marginalização e segregação da prostituição na sociedade brasileira, apresentando a realidade degradante em que as prostitutas, em alguns dos principais centros urbanos do país estão submetidas, como na cidade de São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro e na cidade de Campinas às quais condicionam às profissionais do sexo às ruas e ào processo de marginalização.Nesse sentido, o trabalho apresenta algumas das principais políticas públicas no sentido de conferir, além de certa representação às prostitutas, também buscam contribuir para seu processo de inclusão social, rompimento de discriminações e a regulamentação de suas atividades na sociedade brasileira. Ademais, o estudo demonstra como a construção social da prostituição como prática desviante contribui para a exclusão das mulheres que a exercem, reforçando desigualdades e silenciando suas vozes. Ao problematizar essas questões, busca-se refletir sobre a necessidade de políticas públicas que reconheçam a prostituição como atividade laboral legítima e assegurem direitos fundamentais às profissionais do sexo.
