Sustentabilidade e justiça ambiental nas cadeias agroindustriais
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i4.11718Keywords:
Desenvolvimento sustentável; Governança ambiental; Desigualdades territoriais; Produção agroecológica.Abstract
O presente artigo discute como sustentabilidade e justiça ambiental se articulam nas cadeias agroindustriais brasileiras, em um cenário marcado por tensões entre a expansão produtiva, o uso intensivo de recursos naturais e as demandas por conservação ambiental. Nesta senda, busca-se compreender de que modo as dinâmicas produtivas e institucionais do setor influenciam a consolidação de modelos agroindustriais mais equilibrados, capazes de integrar eficiência econômica, inclusão social e preservação ecológica. A pesquisa, de natureza qualitativa, apresenta caráter exploratório e descritivo, orientando-se por método dedutivo e fundamentando-se em revisão bibliográfica e documental em bases acadêmicas e fontes institucionais. Ao longo do estudo, identificaram-se expressivas desigualdades territoriais, concentração fundiária, barreiras no acesso a crédito verde e falhas na fiscalização ambiental, que afetam sobretudo agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e regiões com menor capacidade institucional. Verificaram-se também avanços na incorporação de métricas de emissões e de uso da água, na adoção de sistemas de rastreabilidade e certificações e no aproveitamento energético de resíduos. Tais progressos, contudo, permaneceram restritos a segmentos mais capitalizados, mostrando que ganhos tecnológicos e eficiência operacional, isoladamente, não são suficientes para corrigir assimetrias históricas nem promover justiça socioambiental.
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