Entre risco e incerteza: A questão da inadimplência no pedágio free flow
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v15i2.12218Palavras-chave:
Free flow; Concessões; Matriz de riscos; Inadimplência; Equilíbrio econômico-financeiro.Resumo
O presente artigo analisa o problema da inadimplência no sistema de pedágio eletrônico free flow sob a perspectiva da teoria da alocação de riscos em contratos de concessão. Parte-se da hipótese de que a inadimplência observada no estágio atual de implementação do modelo não se enquadra integralmente na categoria jurídica tradicional de risco contratual, aproximando-se, em certa medida, da noção de incerteza formulada por Frank Knight. Utiliza-se metodologia de pesquisa bibliográfica e análise normativa, com exame da literatura especializada sobre concessões, matriz de riscos e contratos incompletos, bem como da regulamentação recente editada para disciplinar o sistema. Conclui-se que a insuficiência de dados históricos, aliada à centralidade do comportamento do usuário na dinâmica arrecadatória do free flow, recomenda cautela na qualificação da inadimplência como risco plenamente mensurável. Defende-se que mecanismos institucionais de adaptação contratual podem desempenhar papel relevante durante o período de consolidação do modelo.
Referências
KNIGHT, Frank H. Risk, uncertainty and profit. Boston; New York: Houghton Mifflin Company, 1921.
SCHWIND, Rafael Wallbach; RODRIGUES, Lucas de Moura. A implantação da sistemática do free flow em concessões em curso: riscos e desafios. In: DAL POZZO, Augusto Neves; ENEI, José Virgílio Lopes (org.). Tratado sobre o setor de rodovias no direito brasileiro. São Paulo: Contracorrente, 2022. v. 2.
VALOR ECONÔMICO. Pedágio free flow gera resistência e preocupação. 2026.
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