Transfobia e reparação civil na Justiça do Trabalho: uma análise jurisprudencial quantitativa e qualitativa

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DOI:

https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12133

Resumen

O presente artigo tem como objetivo analisar a reparação civil por danos morais decorrentes de transfobia na Justiça do Trabalho brasileira, com foco na identificação de padrões decisórios, critérios de fixação do quantum indenizatório e aspectos relacionados ao ônus da prova. A pesquisa jurimétrica utilizou a Metodologia de Análise de Decisões (MAD). Foram analisados 95 processos, dos Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho, no período de 2015 a 2025, a partir de buscas realizadas nos sistemas de jurisprudência com os descritores “transfobia” e “dano moral”.  Os resultados indicam uma taxa de êxito de 66,31% nos pedidos de indenização por danos morais por transfobia, com valor médio fixado em segunda instância de R$ 10.341,71, além de evidenciar a relevância da prova robusta para o reconhecimento judicial da discriminação. Observa-se, ainda, um crescimento expressivo na judicialização do tema a partir de 2021. Conclui-se que, embora haja avanços na proteção jurídica da população trans, persistem desafios relacionados à uniformidade das decisões e à superação de padrões decisórios influenciados por estereótipos.

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Publicado

2026-04-24

Cómo citar

Ferreira, C. D., & Pereira, E. W. (2026). Transfobia e reparação civil na Justiça do Trabalho: uma análise jurisprudencial quantitativa e qualitativa. Revista Brasileira De Direito E Gestão Pública, 14(2), 913–925. https://doi.org/10.18378/rbdgp.v14i2.12133

Número

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