Compostos bioativos da casca do cajueiro (Anacardium occidentale l.) e seus efeitos terapêuticos: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i4.11875Palabras clave:
Anacardium occidentale; Compostos Bioativos; Atividade Antimicrobiana; Cicatrização; Taninos.Resumen
O aumento da resistência a antimicrobianos convencionais tem impulsionado a busca por novas fontes terapêuticas, com destaque para os produtos naturais. O cajueiro (Anacardium occidentale L.), uma planta nativa do Brasil, é amplamente utilizado na medicina popular por suas diversas propriedades medicinais. Esta revisão sistemática tem como objetivo consolidar o conhecimento científico sobre os compostos bioativos presentes na casca do caule do cajueiro e seus potenciais efeitos terapêuticos, com ênfase nas atividades antimicrobiana, anti-inflamatória e cicatrizante. Foi realizada uma busca estruturada por artigos nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, além da análise de referências fornecidas, abrangendo estudos in vitro, in vivo e in silico. Os resultados indicam que a casca do cajueiro é rica em compostos fenólicos, como taninos condensados, flavonoides e ácidos anacárdicos, que são os principais responsáveis por suas atividades biológicas. Diversos estudos demonstraram a eficácia de extratos da casca contra bactérias multirresistentes, como Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), a modulação de mediadores inflamatórios e a aceleração do processo de reparo tecidual em modelos de feridas cutâneas. Conclui-se que a casca de A. occidentale representa uma fonte promissora de fitoterápicos, com evidências científicas robustas que corroboram seu uso tradicional e abrem perspectivas para o desenvolvimento de novos fármacos.
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