Sustentabilidade social e trabalho digno nas cadeias produtivas do agronegócio
DOI:
https://doi.org/10.18378/rbfh.v14i4.11724Palabras clave:
Desenvolvimento sustentável; Responsabilidade corporativa; Justiça social; Condições laborais.Resumen
O presente artigo discute a relação entre sustentabilidade social e trabalho digno nas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro, apresentando os desafios históricos e institucionais que marcam o setor. O trabalho parte do pressuposto de que, apesar dos avanços normativos e da ampliação de políticas de responsabilidade socioambiental, permanecem práticas laborais precárias, informalidade e desigualdades regionais, de gênero e raça. Diante disso, o objetivo é compreender como a sustentabilidade social pode ser integrada aos sistemas produtivos do agronegócio, conciliando eficiência econômica, proteção ambiental e valorização do trabalhador. Para tanto, a pesquisa, de natureza qualitativa e método dedutivo, fundamenta-se em revisão bibliográfica e documental, compreendendo legislações, relatórios internacionais e estudos acadêmicos. No desenvolvimento deste trabalho, é evidenciado que o trabalho digno é elemento da sustentabilidade, por garantir condições justas, seguras e socialmente responsáveis. Mostra-se que a governança pública e privada, quando orientada por princípios de transparência, integridade e fiscalização efetiva, tem potencial para promover mudanças estruturais nas cadeias produtivas. Entretanto, a efetividade das normas e certificações depende da existência de mecanismos independentes de verificação e de reparação, bem como da articulação entre Estado, empresas e sociedade civil. Logo, conclui-se que o fortalecimento do trabalho digno no agronegócio requer políticas inclusivas, incentivos econômicos sustentáveis e práticas empresariais comprometidas com a justiça social e a proteção ambiental, de modo a consolidar um modelo de desenvolvimento equilibrado e humano.
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